MENOS QUE NADA
Não há fundo.
Cavo.
Nada.
Cavo mais.
A ausência não está ausente.
Ela me olha sem olhos.
Procuro o sentido.
Encontro a procura.
Procuro o fim.
Encontro outra falta.
Então compreendo:
não sou alguém que perdeu alguma coisa.
Sou a própria perda falando.
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