Mas as coisas não são tão simples quanto parecem
Um homem olha a porta. A porta espera.
Não há ninguém, e há alguém talvez.
O tempo passa — ou fica onde já esteve —
e a dúvida envelhece à sua maneira.
Ele procura uma razão verdadeira,
encontra outra, e outra, e outra vez;
quando enfim julga entender, percebe
que compreender também desespera.
Há um começo. Não sabe onde começa.
Há um fim. Não sabe se terminou.
Há uma palavra que ninguém confessa,
um nome que ninguém pronunciou.
E assim permanece, sem resposta,
diante daquilo que nunca chegou.
A.C.
2026
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