Depois
Quando o cérebro se cala
não há resposta.
Nem sim.
Nem não.
Apenas
o fim da pergunta.
E, se houver alguma coisa depois,
não será esta consciência
para testemunhá-la.
O desconhecido
não promete nada.
E talvez seja isso
a morte:
um silêncio
que não precisa
ser ouvido.
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