Depois do sentido
Não há resposta.
Só a boca
que ainda se abre.
Não há caminho.
Só o pé
que insiste.
Não há sentido.
E, no entanto,
a palavra.
Depois dela,
o silêncio.
E depois do silêncio,
outra palavra.
Depois do sentido
Não há resposta.
Só a boca
que ainda se abre.
Não há caminho.
Só o pé
que insiste.
Não há sentido.
E, no entanto,
a palavra.
Depois dela,
o silêncio.
E depois do silêncio,
outra palavra.
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