O Monumento do Dedo de Messi

O Monumento do Dedo de Messi


Na praça cósmica onde o grave vira trovão,

Messi caminha entre beats e nebulosas,

com tênis de estrelas, jaquetas luminosas,

e um rap incendiando a velha constelação.


Ergue-se o gesto, absurdo em sua dimensão,

um dedo de pedra contra eras silenciosas;

torre gigante de sombras furiosas,

monumento estranho da humana contradição.


O mundo olha e pergunta: “que loucura é essa?”

E o baixo responde, quebrando a própria pressa:

“até o mito precisa rir do seu altar”.


Entre a bola, o caos, o palco e a poesia,

Messi vira estátua da irreverência fria,

um deus de concreto aprendendo a dançar.


A.C.

2026

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