Alegria

 Alegria


Alegria: ∅; Deus sive ∴ Natura desfaz-se em ferrugem — o atributo mastiga o verbo: ∞≠∞; cal incendiando cal. Corpos conjugam cicatrizes na sintaxe sem origem; o axioma, excomungado, sonha um cristal abissal.


"Conatus"? — um fóssil respira na garganta do metal. A potência desaprende o próprio aumento: dobra-se em ruína. ∴ o riso calcula o zero; ∅ floresce mineral; e cada causa devora a causa, órfã da própria espinha.


Não há alegria: há um eclipse alfabetizando o osso. Nem tristeza: apenas o branco antes da geometria. Deus escreve Natureza; a rasura responde: "eu posso".


Depois, nenhuma língua suporta a simetria. Só um relâmpago ilegível, mastigando o cosmos, assina: ALEGRIA — e incendeia a própria alegria.


A.C.

2026

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