A SELEÇÃO ALEMÃ DOS FILÓSOFOS EM ZONA DE PRESSÃO
No gramado em ruína, o ser se desloca,
Heidegger cruza — lateral do nada,
Kant marca o espaço com régua dobrada,
e Nietzsche dribla Deus como quem troca
o sentido do jogo por uma boca
de incêndio metafísico na jogada;
Hegel cabeceia a bola negada
onde a história se dobra e se sufoca.
Lá atrás, Schopenhauer fecha a defesa,
Schlegel chuta o verso contra o acaso,
e Marx intercepta a bola presa
no capital que gira em pleno ocaso;
mas tudo é V-2 na metafísica acesa:
a bola cai sem motivo, e sem prazo.
A.C.
2026
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