Variações 3
Amor é esperar junto à janela por quem talvez jamais tenha partido; é ouvir um nome ao longe repetido e não saber se alguém o diz ou sela.
É uma chama cansada, mas sem vela; um caminho perdido no perdido; um sim que continua desmentido, uma porta fechada que interpela.
É andar entre os vivos como ausente, guardando uma esperança sem motivo, fiel a uma derrota permanente.
Mas se tudo caminha para o olvido, por que insiste o coração, paciente, em chamar de amor aquilo que é vazio?
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