Os Primeiros Cristãos
Esperavam. Não sabiam bem o quê.
Um reino, diziam. Logo. Qualquer dia.
E a poeira das estradas confundia
o céu prometido com o que se vê.
Partiam o pão. Alguém falava: "Crê."
Outro calava. Outro ainda sorria.
A noite chegava. A espera prosseguia.
Nenhum sinal. E mesmo assim: por quê?
Morreram alguns. Vieram outros tantos.
O mundo ficou. César ficou também.
As cruzes cresceram mais que os seus cantos.
Mas algo insistia, obscuro, além
do medo, da derrota e dos prantos:
chamar de esperança o que não vem.
Comentários
Postar um comentário