Budismo Cristão
No templo vazio eu perdi meu nome,
restou uma respiração sem direção;
procurei Deus na fome que consome
e encontrei silêncio em minha mão.
A cruz era um pedaço de abandono,
Buda, uma sombra sem explicação;
eu era o resto do último sono,
um homem esperando uma negação.
Rezei sem crer, sorri sem alegria,
carreguei meu nada como companhia,
sem saber se era queda ou salvação.
E no fim, sem resposta e sem caminho,
aprendi que o vazio, sozinho,
talvez seja a última oração.
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