Lula

 Lula


No chão de pó ergue a voz de Luiz Inácio Lula da Silva,

metal e sonho no mesmo pulmão,

um homem feito de greve e de chão,

que erra, insiste, e ainda assim vacila.


Carrega o povo no verbo que oscila,

entre promessa e dura contradição;

não há pureza na sua canção,

mas há um pulso que nunca se exila.


Entre o aplauso e o grito adversário,

anda na corda bamba da história,

meio milagre, meio necessário.


Se é salvação, ninguém tem memória;

se é só ruína, por que esse operário

insiste em ser disputa e trajetória?

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