Arco-íris da Gravidade
O céu não traz promessa — traz destroços,
um brilho militar cortando o escuro;
cada foguete risca o absurdo
como um deus mecânico entre os escombros.
A história gira em círculos nervosos,
mistura sexo, cálculo e chumbo puro;
o homem segue cego ao próprio muro,
traduzindo o caos em protocolos.
Há vozes conspirando nos sinais,
há mapas escondidos na fumaça,
e um medo sem origem nos jornais.
Mas o pior talvez não seja a guerra:
é ver que a própria mente já se enlaça
ao arco-íris negro que a enterra.
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