"Then nothing.
Then nothing again."
Nada acontece.
E isso já aconteceu antes.
O gesto foi tentado,
a palavra quase saiu,
o corpo pensou em ir.
Falhou.
O silêncio não fecha —
ele retorna
menos inteiro.
Nada não é fim.
Nada é resto.
Entre um nada
e outro nada,
há um intervalo mínimo
onde algo insiste
sem forma,
sem nome,
sem razão.
Não é esperança.
Não é medo.
É apenas o que sobra
quando até o cansaço
desiste de explicar.
Então nada.
E ainda assim,
nada outra vez.
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