Teresa Sonhando (Balthus)
Teresa fecha os olhos e o mundo some,
o quarto quieto guarda seu segredo;
o tempo para, mas o sonho é cedo,
e na parede a luz desenha o nome.
O sol entra devagar, como um nome,
cada sombra brinca, mas não tem medo;
o olhar da menina é silêncio, enredo,
um mistério que o quadro consome.
Ela sonha e o mundo nem percebe,
o corpo leve, mas o pensamento treme,
como se voasse sem sair do chão.
E a gente olha, em silêncio, entende,
que cada instante assim é que surpreende,
a beleza pura presa na mão.
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