Polímata

 Polímata


Entre engrenagens e tintas, vagueia

o olhar que não se prende, nem se cala;

desenha máquinas que o vento espia,

estuda a vida que a morte embala.


Fragmentos de lógica, linhas de cor,

cada saber solto sobre a mesa,

como se o mundo fosse apenas um rumor

e a curiosidade fosse presa.


A anatomia conversa com o céu,

a filosofia sussurra ao metal,

e o tempo, cansado, deixa seu véu,


porque o saber não cabe em um final.

O polímata ri — tudo se atravessa,

e no caos do mundo, encontra beleza.

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