O Videogame
No mapa aberto, sem borda que console,
o mundo carrega códigos sem fim;
um pixel treme — talvez, talvez assim —
e a regra muda quando o olhar o escolhe.
Eu penso: jogo. Mas algo me recolhe,
move o comando antes de mim;
o gesto nasce e escapa do jardim,
e o eu, que aperta, já não é quem colhe.
Sem HUD final, sem fase derradeira,
o tempo expande a tela inteira
e o checkpoint falha em garantir sentido.
“Não posso” — trava; “vou” — e segue a trilha:
o jogo joga quem segura a ilha,
e vive-se — sem dono — o não sabido
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