O Nariz Colossal
Oh nariz imenso, que ao céu se ergue alto,
como torre de vento, ou monte sem fim,
se desmoronasse, que caos sem fim,
viraria o mundo em completo sobressalto!
Nem astrônomo ousa medir seu salto,
nem régua, nem compasso, conseguem assim
domar tamanho espanto que tem em mim
o terror de seu peso, seu vulto exalto.
Se entre Lua e Sol viesse se colocar,
seria eclipse que a todos iria cegar,
e Marte tremeria de medo e temor.
Ah, nariz eterno, massa sem igual,
que transforma o comum em cena colossal,
em teu reino absurdo só há riso e horror!
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