Não há garantia
Não há garantia
de sentido,
nem de chegada,
nem de retorno.
O passo pode falhar.
A palavra pode cair
antes de dizer.
Nada assegura
que o gesto baste,
que o amor permaneça,
que o corpo aguente.
O mundo não promete.
O tempo não responde.
E ainda assim,
algo se move
sem contrato.
Não por fé.
Não por cálculo.
Por resto.
Não há garantia
— só o risco nu
de continuar
sem selo,
sem amparo,
sem porquê.
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