Nada
Nada… nada respira, nada cai,
o vazio dobra-se, dobra-se em si,
ecos de mãos que nunca tocaram,
passos que não andaram, olhos que não viram.
O tempo some, explode, some,
e o silêncio grita, grita sem som,
as palavras se desfazem antes de nascer,
o mundo cai — ou nunca existiu?
Um vento invisível leva o que não existe,
mares de nada, céus de nada,
eu olho e não vejo, vejo e não olho,
o nada me olha, me engole, me sobra.
Nada… nada respira, e eu… ou não…
o nada tudo contém — ou nada contém nada.
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