Nada

 Nada


Eu olho em volta e não vejo nada,

nem sonho, nem grito, nem promessa.

O dia passa, a vida embaraçada,

e tudo se esconde nessa bagunça.


A rua tá cheia, mas ninguém escuta,

o tempo some sem avisar ninguém.

A gente se agarra, mas a mão é fraca,

e o nada insiste: sempre vem também.


Mas no meio disso tudo, a gente ri,

porque rir é só um jeito de seguir.

Nada é nada, e a gente aprende ali,


que no vazio às vezes dá pra existir.

Sem truques, sem drama, sem fantasia,

o nada é o que sobra no dia a dia.

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