Nada

 Nada


Nada respira.

Nada pensa.

Nada existe —

ou apenas finge existir.

O mundo desmorona em silêncio.

O desejo morde o vazio.

O abismo engole o olhar.

Não há mãos, nem vozes, nem memória.

Apenas Nada.

E você.

Sozinho diante do Nada.

O fim é já,

não há retorno,

não há perdão.

Nada sorri.

Nada chora.

Nada.


Nada respira.

Nada toca.

Nada existe.

O mundo se dobra sobre si.

O desejo se desfaz no vazio.

O tempo morre antes de chegar.

Nenhuma voz, nenhum gesto, nenhum olhar.

Só o Nada.

E você.

Sozinho.

O fim não espera.

O fim já chegou.

Nada.


Nada se move.

Nada se pensa.

Nada se sente.

O mundo se fecha,

o silêncio engole tudo.

O desejo se desfaz no abismo.

Não há mãos,

não há vozes,

não há memória.

Só Nada.

E você.

Sozinho diante do Nada.

O fim não é futuro.

O fim é agora.

Nada.

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