Nada Profundo

 Nada Profundo


O chão some, o céu se fecha,

o ar pesa, o corpo não resiste,

vozes se quebram, ecos se dissolvem,

cada gesto se desfaz no instante.


O olhar rasga o vazio, a mão encontra nada,

cada passo retorna, cada sombra devora,

o tempo se dobra, a memória se apaga,

o mundo se curva ante o peso do nada.


Não há começo, não há fim, não há fuga,

só o silêncio que engole o ser inteiro,

a escuridão que consome tudo,


até que reste apenas:


Nada, nada novamente.

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