Morte
Caos — a luz se esgarça,
céu rasgado, silêncios ruidos
onde o chão se dobra, e o vento
arranca vozes, sem nome, sem fundo.
Ecos quebram, rachas no ar —
o relógio dissolve-se em sangue frio,
todas as mãos apontam para nada
e o corpo flutua, sem ontem, sem rio.
Lúgubre sopro, correm sombras!
Fragmentos de tudo que nunca existiu,
palavras em pedaços, e a mente cai,
lenta, inerte, em vertigens sem fim.
Ah! Grita o nada, o tudo se desfaz —
morte, teu abraço não tem contorno, só jaz.
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