Menos que nada
Não é ausência.
É o que sobra
depois que o vazio
se esgota.
Não dói.
Não consola.
Não pesa.
É o ponto
onde a pergunta
desiste de existir.
O tempo passa
sem deixar marca,
como quem já passou.
O corpo permanece
por erro de cálculo,
por atraso do fim.
Menos que nada
não é silêncio.
É o eco
que falhou.
E mesmo assim,
ainda há isso:
um resto sem nome
que não se apaga
porque nem chegou a acender.
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