“I can’t go on. I’ll go on.”

 “I can’t go on. I’ll go on.”


Não é decisão.

É resto.

O corpo falhou.

A ideia falhou.

A esperança saiu mais cedo.

Nada chama.

Nada promete.

Nada responde.

Mesmo assim,

um passo mínimo

se produz.

Não por coragem.

Não por fé.

Por inércia do vivo.

O mundo não pede.

O sentido não vem.

O silêncio não fecha.

Então algo insiste —

não como vontade,

mas como sobra.

Não dá para seguir.

Segue-se.

Não há razão.

Há repetição.

Não há destino.

Há mais um gesto

sem nome.

E quando tudo termina,

isso também falha.

Por isso continua.

Não como vitória.

Não como redenção.

Continua

porque parar

também não resolve.

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