Fantasma
Não bate portas.
Não arrasta correntes.
O fantasma verdadeiro
não vem do cemitério.
Ele mora
na memória.
É o amor que não terminou,
a culpa que não esqueceu,
a palavra
que nunca foi dita.
Anda conosco
pelas ruas do dia.
Senta ao nosso lado
no silêncio da noite.
E às vezes
quando o mundo fica quieto,
percebemos:
não somos nós
que estamos sendo assombrados.
Somos nós
que ainda não fomos embora.
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