Ezra Pound
Quebrou a língua
para salvar o corte.
Amou o passado
como quem afia faca.
Errou feio.
Pensou alto.
Pagou caro.
Quis ouro na palavra
e encontrou ferrugem
na história.
Fez do verso
uma máquina seca,
sem piedade,
sem consolo.
O poema ficou.
O homem, não.
E talvez seja isso
o máximo
que a arte permite.
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