Então nada outra vez

 Então nada outra vez


O gesto não vem.

A palavra ensaia

e recua.

O tempo passa

sem levar nada,

sem trazer nada.

O corpo espera

por hábito,

não por fé.

O silêncio não encerra.

Ele retorna

um pouco mais raso.

Nada foi dito.

Nada foi feito.

Nada foi aprendido.

E ainda assim,

algo ficou suspenso

entre o antes

e o depois.

Então nada outra vez.

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