Descentro
Já não giramos nós no eixo eterno, disse Copérnico ao céu calado; caiu do trono o mundo imaginado, e o sol tornou-se o centro mais moderno.
Depois, da selva antiga, um passo interno: Darwin soprou — “és fio entrelaçado”; não és princípio puro e separado, mas fruto cego de um processo terno.
E então Freud, com lâmina invisível, abriu no eu um vão irreversível: “não mandas, não — és dito por ti mesmo.”
Cai o humano em múltipla ferida, perde o centro, a origem, a medida: e resta só o abismo de si mesmo.
O que quer dizer mas fruto de um processo terno?
Comentários
Postar um comentário