Alienação no Século XXI
No brilho azul das telas nos perdemos,
rostos curvados ao oráculo da mão;
cada silêncio vira notificação,
cada vazio — um dado que vendemos.
Falamos muito e quase não nos vemos,
eco de voz num vasto algoritmo em vão;
o mundo inteiro cabe na visão
de um dedo que desliza — e nos esquecemos.
Quem somos nós? perfis em repetição,
fantasmas feitos de atualização,
memória curta em nuvem armazenada.
O corpo aqui, mas longe o coração:
num mar de links, curtidas e conexão,
a alma — offline, silenciosa, apagada.
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